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Duarte Pacheco
Duarte Pacheco nasceu em Loulé, a 19 de Abril de 1899. Em 1923 forma-se em engenharia electrotécnica pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa, onde se torna professor ordinário e director interino em 1926. A 10 de Agosto de 1927, torna-se seu director efectivo. No ano de 1928, sobre a orientação de Duarte Pacheco, dá-se início à construção dos edifícios do Instituto Superior Técnico de Lisboa, construindo-se aquele que viria a ser o primeiro “Campus Universitário” português. Nesse mesmo ano, é convidado para ministro do Governo, passando a tutelar a pasta da Instrução Pública. Mais tarde, abandona as funções ministeriais e regressa ao I.S.T., onde permanece até 1932, altura em que volta a ser convidado para o Governo, assumindo agora a pasta das Obras Públicas e Comunicações. Já em 1933, o Engenheiro Duarte Pacheco inicia uma profunda modernização dos serviços dos Correios e Telecomunicações por todo o país. Neste mesmo ano, nomeia uma Comissão Técnica para estudar e elaborar um plano que pudesse levar à construção de uma ponte sobre o rio Tejo, ligando Lisboa, zona do Beato, ao Montijo. Chega mesmo, no ano de 1934, a propor a construção de uma ponte rodo-ferroviária, em Conselho de Ministros. Em 1936, Duarte Pacheco é afastado do Governo, regressando ao I.S.T.. No dia 1 de Janeiro de 1938 assume a presidência da Câmara Municipal de Lisboa, para, pouco tempo depois, voltar a ser nomeado ministro da Obras Públicas e Comunicações. É autor de projectos dos "novos Bairros Sociais" de Alvalade, Encarnação, Madredeus e Caselas, em Lisboa. Mandou construir a primeira autoestrada Lisboa-Vila Franca de Xira, pioneira da A1 Norte. Projectou a actual Av de Roma em Lisboa, da forma como aínda hoje permanece, do ponto de vista imobiliário. Morre no Hospital da Misericórdia de Setúbal, a 16 de N0vembro de 1943, na sequencia de um acidente de automóvel ,ocorrido na véspera na estrada de Montemor-o- Novo a Vendas Novas, perto das instalações da Marconi. Ao longo da sua carreira, quer como professor ou estadista, Duarte Pacheco promoveu e revolucionou o sistema rodoviário de Portugal para além das inúmeras construções de obras públicas que mandou executar, tais como a marginal Lisboa-Cascais, o Estádio Nacional, e a Fonte Luminosa, em Lisboa.
Fonte:  Wikipédia, a enciclopédia livre

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